A (In)Segurança, é prioridade de quem?


Só por curiosidade, se você fosse governador e tivesse que decidir o parcelamento salarial, de quem seria, dos policiais ou dos parlamentares gaúchos? Reconheço o valor dos nobres políticos, mas acredito que se colocarmos na balança da opinião pública, o lado da segurança teria um peso absurdamente favorável. Para mim, que sou um cidadão que anseio por segurança, o pagamento de quem me assegura proteção é prioridade. Essa conversa mole, de que cada instituição possui verba própria, é balela. A fonte de arrecadação do estado é única, vem de uma mesma fonte, arrecadação de impostos. O orçamento do parlamento gaúcho é milionário, daria e sobraria, muito bem para custear o soldo dos policiais. Porque cortar na carne, de quem já está em pele e osso? Por que a corda tem de rebentar sempre do lado mais fragilizado? Por que sr. governador?

 Se a decisão é fazer um choque de gestão nas finanças do estado, porque que a descarga elétrica só feri a base do funcionalismo, mexa no salário de todos os servidores públicos. Eu disse todos: TCE, judiciário, deputados. Mas, não. Esses são servidores intocáveis. Eu acho injusto, penalizar os professores, os policiais e demais servidores da base.
A insegurança e o aumento da criminalidade no estado, tem muito a haver com anos de desrespeito aos policiais, chegamos no limite. Há muitos anos, não há um secretário de segurança, que seja oriundo da própria segurança. No geral, são indicações e apadrinhados políticos, ou políticos desempregados que não se elegeram, mas nunca um policial, que conheça bem o oficio de enfrentar a bandidagem. Não é a greve que paralisa a polícia, é a politicagem, a falta de respeito e as péssimas condições para trabalho. Hoje, todas as delegacias trabalham com falta de tudo, e principalmente de gente, e apenas um plantonista para atender 50 ocorrências em média por dia, humanamente impossível, que um único servidor possa dar um atendimento digno e respeitoso para todas as pessoas em suas demandas, são inúmeras situações e necessidades diferentes. E cada pessoa que recorre a uma DP, tem o seu problema como mais grave do que o do outro. Psicologicamente, este servidor não tem estrutura, agora somem-se a isto, este mesmo funcionário, fazendo isso durante uns 15 anos. Também, acrescente a esse cenário computadores sucateados, um ambiente quente, apertado, cheio de pessoas estressadas, que vão abarrotando a sala de espera do plantão, querendo ser atendidas, some a isso, o atraso de salário, décimo terceiro parcelado em 12 vezes. População, não foi á polícia que parou. A estrutura é que não anda. A burocracia é lenta, carregada de má vontade. Como um servidor público, nestas condições vai dar um atendimento respeitoso a população, se o próprio governo é o primeiro a desrespeitar o seu material humano.

Ver. Inspetor
Cláudio Conceição

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22 mar 2017


Por Cláudio Conceição
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